O amor do voluntário

Inês Guedes, diretora presidente do grupo de escoteiros Tocantins

Inês Guedes, diretora presidente do grupo de escoteiros Tocantins

Por Mayara Thomazini

O voluntário é aquele que dedica as suas horas vagas em prol dos outros. É preciso ter muito amor pelo o que faz, muita dedicação, força de vontade e acima de tudo querer ajudar os outros, para poder desenvolver os jovens. A diretora presidente do grupo Tocantins, Inês Guedes, trabalha há sete anos no escotismo. Em entrevista, ela nos conta o que é preciso para ser voluntário e como fazer parte dos escoteiros.

Para ser voluntário é obrigatório fazer um curso, mas é na prática que se aprende as coisas. No grupo Tocantins, nem todos os voluntários já foram escoteiros. Depois do curso, os interessados ficam quatro sábados no grupo  para conhecer o funcionamento do mesmo, para ver se é isso o que quer. Depois desse “período de experiência” é que é decidido se ele será voluntário daquele grupo (a decisão cabe ao voluntário e ao grupo).

Durante o curso de voluntário, uma das primeiras coisas que se aprende é colocar a pessoa naquilo que ela gosta de fazer, que se identifique, para que dê o seu melhor e coloque amor em tudo que faça.

Os voluntários podem ajudar o grupo de escotismo na gestão do grupo, seja na parte administrativa, financeira, gestão de pessoas e das atividades.

Gestão de pessoas é fundamental para um voluntariado. Se o mesmo decidir sair do grupo, por qualquer que seja o motivo, basta que ele comunique o grupo antes. Ninguém é obrigado a ficar, existe a liberdade de escolha e todos que estão lá estão por vontade própria e por amor.

A maior dificuldade que os voluntariados encontram é trazer os pais para dentro do grupo. Muitos deles, não percebem o verdadeiro valor de ser escoteiro. Segundo Inês, eles deixam os “pacotinhos” e vão embora e depois buscam seus “pacotinhos”. Porém ao longo dos anos, a participação dos pais tem se tornado cada vez melhor.

Os jovens passam apenas três horas semanais com o grupo de escotismo, logo não são os voluntários que educam as crianças (existem pais que acham que são os voluntários que deveriam arrumar a educação dos seus filhos). Primeiro a família, depois a escola e depois o escotismo.

A diretora afirma que cada grupo de escotismo tem suas características, variando de acordo com a região. Ela afirma também que durante seus sete anos no escotismo, foi possível identificar mudanças no comportamento de vários jovens. “Os voluntários enxergam o jovem, avaliam seu comportamento durante uma atividade e são referência pros jovens escoteiros”,  afirma Inês.

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