Montadoras estão fora da curva

Empresas como Ferrari deixam de investir só em automóveis e entram para o mercado da moda

Por Luma Fusco

Não é novidade a paixão dos brasileiros por carros. O que algumas pessoas ainda não conhecem são os produtos que marcas reconhecidas no meio automobilístico produzem para serem usadas fora das pistas. Roupas, bolsas, acessórios, perfumes e calçados são alguns exemplos.

Consumidores de produtos do mercado de luxo têm como característica principal um caráter extremamente selecionado – e um bolso extremamente cheio. Com propósito ampliação e maior penetração no mercado consumidor, marcas luxuosas têm usado como estratégia a chamada “extensão da marca”. Esse processo pode ser realizado de três diferentes formas:

  • Criação da versão “Junior”: utilizada principalmente entre marcas de roupas. A fim de atingir público mais jovem, grandes nomes lançam modelagens diferenciadas e com o preço mais acessível;
  • Extensão da linha: lançamento de produtos que fazem parte da mesma categoria que o artigo original porem, novamente, com o preço menor;
  • Extensão da categoria: lançamentos de produtos que não fazem parte da mesma categoria em que a marca foi originada.

Para o primeiro caso, pode ser citada como exemplo a marca J’Adore, uma linha de perfume sucessora da famosa Dior. O segundo caso encaixa-se perfeitamente com a marca Miu-Miu, extensão da Prada. No caso de extensão de categoria, a Ferrari é o exemplo clássico. Além dos carros, a marca investe em diferentes categorias de produtos como: vestiário, acessórios, perfumes e, recentemente, eletrônicos como notebooks.

Dior, Prada e Ferrari utilizam a extensão de marca para aumentar seu mercado consumidor

Presentes no mercado brasileiro desde 1997, os produtos licenciados da Ferrari são comercializados somente em feiras e eventos automobilísticos. Porém, segundo Francisco Longo, gerente do grupo Via Itália – representante da Ferrari no Brasil – informou que tem em mente um projeto que visa implantar lojas temáticas no país em um prazo de até dois anos.

Francisco Longo, diretor do grupo Via Itália no Brasil

Em 2009, a venda de produtos licenciados da marca movimentou no mundo mais de 1 bilhão de dólares. No vídeo abaixo, Francisco fala sobre a pirataria desses produtos no Brasil.

http://www.youtube.com/watch?v=_x-athpzS-4