Grupo de Escoteiros completa 19 anos na zona oeste de SP

Festa reúne diversas pessoas na Vila Piaúi

Festa reúne diversas pessoas na Vila Piauí

Por Rodson Baldan

Algazarra e folia. Sob o sol escaldante, era isso que podia ser observado na preparação para a festa dos escoteiros do grupo Tocantins, realizada no último dia 10 de abril, na Praça Camilo Castelo Branco, na Vila Piauí, zona oeste da capital paulista.

O dia, no entanto, começou cedo para os integrantes do grupo. Muitos deles, como Ramilo Silva, passaram a noite de sábado para o domingo, dia da realização da festa, ajudando nos preparativos. Ramilo, que está há três anos no grupo e cuida da sonoplastia do evento, conta que dormiu na sede do grupo para poder ajudar na preparação da festa. Segundo ele, ser escoteiro é tudo.

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– É uma lição que você leva para toda a vida. Meus filhos com certeza serão escoteiros também.

Após os preparativos, ainda faltava uma coisa para o início da festa: o hasteamento da bandeira. Enfileirados e em silêncio, os escoteiros aguardavam as instruções dos chefes de cada divisão. Os responsáveis pelo hasteamento se posicionam em frente ao mastro da bandeira, o que é seguido de uma oração agradecendo a união do grupo, que completou 19 anos no dia 12 de abril.

Acompanhada da banda de fanfarra da Polícia Militar, que foi até a praça prestigiar a festa, a bandeira começa a ser levantada, com o hino nacional tocando ao fundo. Terminado o célebre momento, a festa chega ao ponto que todos mais gostam: a hora da diversão. Com cantos e danças, os chefes dos escoteiros contagiam os participantes.

Não só os integrantes aprovaram a festa, mas também os pais das crianças escoteiras. Para Renata Barci, mãe de três filhos que fazem parte do grupo Tocantins, o movimento é muito importante para a formação das crianças.

– Ele [o movimento escoteiro] traz à tona principalmente a questão da cidadania, que é a sua principal função.

Para Giuliana Barci, filha de Renata, não só a festa, mas também a maioria das atividades ministradas pelo grupo ajudam na aproximação de pessoas, uma vez que as atividades permitem que os grupos de outros lugares se conheçam.

Quando um grupo de motociclista chegou invadindo as ruas e fazendo barulho, era possível pensar que a festividade iria ser perturbada. A suposição, no entanto, se provou contrária. O Motoclube liderado por Itagiba Souza estava no local para fazer mais um trabalho comunitário, levando os escoteiros para um passeio de moto.

Segundo o presidente dos motoqueiros, o grupo já vem realizando passeios institucionais há algum tempo, além de entregarem presentes.

– Este ano entregamos presentes para as crianças órfãs em São Caetano. A gente levou um papai noel na garupa da moto.

Além do motoclube, uma equipe do Corpo de Bombeiros estava no local para mostrar seus equipamentos e tirar a curiosidade da garotada. Junto com eles, uma equipe do COE (Comando de Operações Especiais) fez a segurança da festa.

Ainda havia a parte especial que não pode faltar em festa nenhuma: o bolo. Mas esse gostinho só provou quem ficou a tarde toda na praça para esperar o fim da festa.

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