Em defesa dos animais

Por Bárbara Gengo e Iara Aurora

Na cidade de São Paulo, mesmo com o dia-a-dia conturbado, é cada vez maior o número de pessoas preocupadas com o bem-estar dos animais. Além dos inúmeros trabalhos desenvolvidos pelas ONGs, existem muitas pessoas que mesmo sem estar oficialmente ligadas a nenhuma entidade, dedicam grande parte de seu tempo a procurar animais abandonados pelas ruas e fiscalizar possíveis maus tratos.

Alethea Koumrouyan é uma pessoa muito ocupada. Formada em letras, além de dar aulas particulares de inglês durante toda a semana, ela ainda se dedica a sua carreira de astróloga e taróloga, mas mesmo assim encontra tempo para fazer aquilo que mais gosta. Cuidar dos animais. Além de sempre ter tido vários animais em casa, como: coelho, gato, papagaio, diversos cachorros e um periquito, Alethea descobriu seu verdadeiro amor pelos bichinhos ainda menina. Seu pai tinha um posto de gasolina, onde ela e as duas irmãs passavam as tardes e frequentemente viam muitos animais perdidos e abandonados passando pela rua e muitas vezes, buscando abrigo no posto. As meninas faziam o que podiam para cuidar desses animais, “Naquela época não tínhamos consciência que pra dar o animal pra adoção precisávamos castrá-los. A gente só levava ao veterinário para dar vacina e saber de eles estavam bem de saúde, depois procurávamos alguém que estivesse querendo ter um animal de estimação”.

Alethea conta que muitas vezes presenciou cenas lamentáveis como uma vez em que estava no litoral de São Paulo, na cidade do Guarujá, quando de repente viu um homem colocando um filhotinho de cachorro no meio da rua sozinho, não precisou muito tempo e logo o cãozinho foi atropelado. Ela saiu correndo para tentar socorrer o bichinho, pegou e levou para o veterinário. “Fiquei com muito medo, porque era um cachorrinho tão novinho, nem tinha aberto os olhos ainda e quando eu o peguei no colo ele estava duro e sem respirar, achei que tivesse morrido, mas o veterinário disse que ele estava em estado de choque, mas que ficaria bem”. Esse cachorro de fato ficou bem e dias depois do acidente foi adotado.

Hoje Alethea tem em sua casa uma vira lata que sua irmã resgatou. Ela levou para casa só para tomar os primeiros cuidados e depois encaminhar para a adoção, mas ao ver que a cadelinha não seria adotada ela não resistiu e acabou adotando a “Tatá”. Toda orgulhosa, Alethea mostra sua filhotinha, “É muito difícil tirar foto dela, acho que ela tem medo, toda vez que vê a máquina foge, mas eu continuo tentando” [risos].

A cachorrinha resgatada das ruas é a mais nova integrante da família

Nossa entrevistada garante que cuidar de animais abandonados não é um trabalho fácil e que exige muito equilíbrio emocional, mas todo o sofrimento é recompensado pela gratificante sensação de ver um animal que estava correndo risco de vida, saudável e ganhando uma família.