Adotar faz bem

Por Bárbara Gengo e Iara Aurora

Muitas vezes as pessoas ficam sonhando em ter uma determinada raça de cachorro, porque está na moda, ou porque ele tem o tamanho mais adequado para sua casa e diversas outras implicações que aparecem na hora de escolher um animal de estimação. Todos esses fatores são válidos, mas para algumas pessoas isso é o que menos interessa. Como é o caso da professora de Educação Física Patrícia Scarano, que além de dar aulas, trabalha em uma loja de produtos naturais na cidade de São Bernardo do Campo.

Patrícia tem 4 cachorros em sua casa, dentre os quais 2 foram adotadas.” Eu já comprei e adotei cachorros. Para mim todos tem o mesmo valor, vindo da rua ou de um canil de raça, o único valor é o sentimento de amor que eu tenho por elas e que sinto que elas tem por mim e isso não há dinheiro que pague”.

Patrícia aproveita o tempo livre para brincar com suas "filhotas"

 

Quanto adotou a primeira cachorra, Patrícia tinha 20 anos, ela contou que tinha uma cachorrinha que estava sendo atacada por outros cachorros na rua que a estavam perseguindo por ela estar no cio. Patrícia não aguentou ver aquela cena, da cachorrinha toda machucada tentando escapar dos outros e acabou levando para sua casa para cuidar dos ferimentos. “Ela estava tão magrinha e doente que não tivemos coragem de coloca-la na rua novamente. Naquele momento, todos lá em casa já sabíamos que a Katarina já era nossa. Ela nos escolheu”.

Atualmente Patrícia só tem duas cachorras que foram adotadas, mas se for contar todos os animais que já passaram por sua vida já adotou e encaminhou para a adoção cerca de 12 cachorrinhos. Ela ressalta que sempre toma o cuidado de se cerificar se a pessoa para quem está oferecendo o animal tem condições de cuidar dele. Fatores emocionais e financeiros sempre são levados em conta, principalmente com animais que sofreram maus tratos, pois esses sempre precisam de cuidados especiais.