Projeto Quixote reintegra jovem à sociedade

Por Camila Murari

Em São Paulo se tornou comum cruzar com moradores de rua espalhados pelos canteiros e viadutos da cidade, um elemento da paisagem urbana do qual a sociedade se acostumou a desviar o olhar.

O Censo feito no final do ano de 2009 pela Prefeitura de Estado de São Paulo apontam que 13 mil pessoas vivem nas ruas. Em 2000, quando foi feito o censo anterior pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP, eram 8.706 pessoas nessa situação -3.693 em albergues. Ou seja, em nove anos, as ruas ganharam mais de 4.000 pessoas, um aumento de quase 50%.

Pessoas “invisíveis” para o Estado e para a sociedade, mas visíveis e produtivas para entidades como a Ong Projeto Quixote que tem como missão transformar a história de crianças, jovens e família em complexas situações de risco, por meio de atendimento clínico, pedagógico e social integrados, gerando e disseminando conhecimento.

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Por meio de entidades não governamentais, como a Ong Projeto Quixote, ajudam indigentes a se reintegrarem a sociedade e ter uma vida digna. “A gente não pode falar que todas as histórias dão certo, mas com certeza a possibilidade de você pode mostrar que a vida não se resume a pobreza, a dificuldades, de que existem potenciais e que a pessoa pode desenvolver esse potencial”, explica Cecília Mota psicóloga e coordenadora da Ong Projeto Quixote.

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