Deficientes visuais portadores de cão-guia têm mais confiança para trabalhar

Por Ananda Almeida, Débora Emílio e Renan Carvalhais

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Em tese, a função do cão-guia é apenas conduzir o deficiente visual, mas, na prática, ele traz muitos outros benefícios a seus proprietários, como independência e confiança. 

Na entrevista a seguir, Michelle Pöttker, coordenadora administrativa do Projeto Cão-Guia, fala um pouco mais sobre esses animais. 

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Jornalismo Digital: Quais benefícios o cão-guia traz para a vida do deficiente visual? 

Michelle Pöttker: O maior benefício é o aumento no capital social de cada um de nossos atendidos. Nossas cidades infelizmente ainda não são devidamente adaptadas: semáforos sem sinal sonoro, bueiros abertos, calçadas sem manutenção, telefones e caixas de correio são obstáculos que podem causar acidentes, fazendo com que o deficiente fique cada vez mais receoso de sair e executar suas atividades. O cão-guia proporciona segurança, e seu utilizador torna-se mais confiante para estudar, trabalhar, etc. Com isso, há melhoria não só na qualidade de vida do próprio utilizador, mas de todo o ambiente em que ele esteja inserido. 

JD: De que forma ele conduz seu proprietário? 

Michelle: O cão irá guiar seu utilizador desviando de obstáculos baixos, médios, altos, pessoas e etc. Quem determina a rota que eles devem seguir é o utilizador. 

JD: Como o deficiente visual pode adquirir um cão do Projeto Cão-Guia para cegos do DF? 

Michelle: Os cães são de propriedade do INTEGRA com permissão de uso particular à cada utilizador. Infelizmente, temos passado por dificuldades financeiras e novas inscrições estão fechadas por tempo indeterminado 

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