Casa de Convivência oferece de refeição à alfabetização

Por Fernando Kfouri

A Casa de Convivência é uma instituição, localizada no bairro Cerqueira César, em São Paulo, que ajuda na recuperação dos moradores de rua oferecendo refeições diárias, banho, roupas lavadas, cortes de cabelos e diversas atividades como artesanato, marcenaria, alfabetização, atendimento médico entre outras. A Casa… é uma entidade social sem fins lucrativos, fundada por empresários, profissionais liberais e atuantes católicos. E que reúne uma série de voluntários para ajudar no apoio aos moradores.

É o caso da voluntária Matilde Ferreira, professora aposentada e frequentadora praticante da Paróquia São Luís Gonzaga, que há mais de dois anos se tornou voluntária da Casa de Convivência. Para ela ajudar um ser necessitado, além de fazer bem para o próximo faz muito bem ao seu coração. E que adora estar na entidade conversando e auxiliando as pessoas. Contou também que até já fez amizades com algumas moradoras de rua.

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Matilde gostaria que as pessoas fossem mais solidárias, praticantes de uma religião e que pudessem, se doar um pouco para as pessoas que necessitam de um auxílio. “Pois um dia, você também precisará de uma ajuda”.

Roberto de 44 anos é um morador de rua, frequentador da Casa de Convivência. Segundo ele, descobriu a entidade através de um outro morador de rua. Abandonou sua família, no interior do Rio Grande do Norte há treze anos, quando veio para São Paulo procurar um emprego. Roberto se envolveu com drogas e bebidas alcoólicas. E foi neste período que perdeu a consciência e parou nas ruas.

Sem emprego e moradia, ele se arrepende de ter abandonado sua família. Roberto não tem mais nenhuma forma de contato com seus parentes. Única forma de ajuda que ele possui é a Casa de Convivência. E quer se recuperar para conseguir um emprego e voltar para sua cidade.

Outro caso de morador de rua é a Keila de 27 anos e seu filho João Kleber de 4 anos, também frequentadores da instituição. Keila e o filho, sem moradia dormem na Casa de Convivência, onde ela sem emprego ajuda na limpeza e organização da instituição. Keila, é órfã deste os 10 anos, nunca teve o apoio de nenhum parente foi parar na rua muito cedo. Sempre vendeu panos de prato, cansada de não obter lucro, resolveu se prostituir mesmo adolescente.

Até que morou junto com um homem, também morador de rua por 6 anos. Logo se separou junto com filho e foi parar na Casa de Convivência. Onde ela tem a esperança de arrumar um bom emprego para poder sustentar seu filho, João Kleber e com o objetivo de garantir o seu estudo sempre vai às creches ligadas a Paróquia São Luís Gonzaga, também construídas com ajuda dos paroquianos.

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