Malefícios do descarte inadequado do óleo de cozinha

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Por: Nádia Fuzinato

Com a correria do dia a dia, muitas pessoas esquecem que pequenas atitudes podem transformar o mundo. Uma delas é o descarte correto do óleo de cozinha, que pode ser tanto de origem vegetal como animal. Atualmente, o brasileiro chega a consumir cerca de 3 bilhões de óleo de cozinha por ano, e boa parte deste ingrediente, que é muitas vezes utilizado para temperar ou fritar alimentos é despejado em ralos, pias, e até jogados em lixo comum.

O óleo de cozinha é um poluente em potencial para o Meio Ambiente, pois, além de ser produzido com gorduras, é considerado uma substância insolúvel, ou seja, não se mistura com água e, quando derramado nos ralos e pias, polui córregos, riachos, rios e o solo. Além disso, a substância pode entupir as tubulações e prejudicar o funcionamento das estações de tratamento de água.

O despejo inadequado também encarece a manutenção dos encanamentos e aumenta o aquecimento global, uma vez que a decomposição do óleo de cozinha emite à atmosfera o gás metano, principal componente das causas do efeito estufa.

Outro fator prejudicial ao Meio Ambiente é quando o óleo é lançado para fora da rede de esgoto. Ele cria uma barreira nos rios e interfere a passagem de luz na água, o que altera o crescimento vegetal e compromete a vida aquática, contribuindo para a ocorrência de enchentes. Quando é descartado diretamente no solo ou lançado em lixões, impermeabiliza o terreno onde foi despejado comprometendo a infiltração de água, o que, por sua vez, agrava o problema das enchentes.

Para tentar diminuir problemas como estes, a Sabesp em 2007 começou a apoiar a coleta de óleo de fritura firmando parceria com a ONG Trevo, que atua na reciclagem e coleta há mais de 20 anos.

Hoje só na região dos Jardins, cerca de 1.200 dos 1.600 condomínios residenciais são atendidos pelo programa de reciclagem do óleo de cozinha”, afirma a coordenadora do Programa de Reciclagem de Óleo de Cozinha da Sabesp, Sônia Donizette Oliveira.

Para motivar os demais moradores da capital paulista, a Sabesp coloca mensagens nas contas de água para incentivar ainda mais o uso onsciente do óleo de fritura.

Com campanhas que se estendem por vários bairros da capital paulista, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, apóia ainda o desenvolvimento de um projeto de carrinho para catadores que integra um reservatório para óleo de cozinha. O objetivo desta idéia é permitir a coleta em grande escala gerando uma fonte de renda extra a população como conta Sônia Donizette, “a Sabesp não quer apenas conscientizar as pessoas sobre os malefícios do descarte inadequado. Hoje, a Sabesp também quer criar uma nova fonte de renda para a população mais carente, levando trabalho para quem precisa de uma forma sustentável, melhorando as condições da saúde pública.”.

 

 

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