Arte de rua ganha espaço em São Paulo

por Bruno Nogueira, Priscilla Fernandes, Stephanie Kohn e Vanessa Parolin

Diariamente as ruas da cidade de São Paulo se transformam em um palco de eventos para pessoas que não encontram espaços para se expressarem artisticamente. Grupos utilizam as dimensões da rua para apresentar peças de teatro, espetáculos de dança e malabares, tudo a baixo custo ou até mesmo de graça, o que é chamado de cultura de calçada.

Casos de muitos artistas que enfrentam dificuldade no começo de suas carreiras, o Grupo Teatro Enlatado teve uma iniciativa um tanto quanto inovadora para apresentar suas performances. Maíra, uma das integrantes do grupo, teve a idéia de levar peças de teatro para as ruas, após um curso de Artes Cênicas que fez na Austrália: “Durante o tempo que estive fazendo o curso lá, pensei em fazer uma apresentação de teatro dentro de uma caixa.” Essa iniciativa deu início ao que hoje eles apresentam como “drive-thru”.

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Esse movimento não é novidade para o grupo Circo do Beco, que se apresenta na Praça Aprendiz das Letras, em um beco na Vila Madalena, desde 2002. Enfrentando dificuldades para praticar e apresentar seus talentos artísticos, eles optaram por uma diferente abordagem. “Nós estávamos procurando um espaço para os malabaristas treinarem e também oferecer um palco para os artistas se apresentarem. Nosso intuito era trazer a cultura do chapéu e da arte de rua, que é muito fraca em São Paulo.”. – diz: Du, organizador do “Circo no Beco”.

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Já o grupo O Povo em Pé, se identifica com o trabalho de interpretação baseado na fisicalidade e no desenvolvimento do ator-criador no contexto contemporâneo. Com uma série de intervenções nas ruas de São Paulo, eles pretendem questionar a relação do homem com o cotidiano nas grandes cidades, tendo como um de seus principais projetos o espetáculo Aqui Dentro Aqui Fora.

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