Adoção que virou amor

Por Victor Zeni

De tempos em tempos o abandono de cachorros e gatos nas ruas vem crescendo constantemente, impedindo esses animais de conseguirem uma família e um lugar para viver. A veterinária Mônica Pellozi que tinha um instituto de adoção de cães e gatos e hoje trabalha mais no ramo de cuidados com animais, conta que atualmente é muito fácil ver um cachorro abandonado na rua, e que fazer uma doação não é fácil como parece.

Monica ao lado do cachorro Joca

Segundo a veterinária, quando um cachorro está abandonado, muitas vezes as pessoas acolhem o animal, mas depois não sabem o que fazer, então optam pela eutanásia do animal.

Adote um animal sem dor de cabeça

Mônica conta a história de Joca, um cachorro abandonado que foi atropelado e já mora com ela à mais de um ano.

“Joca foi atropelado em julho de 2009, na época calculei que tinha três anos. Uma pessoa que morava perto do local do atropelamento socorreu o animal e me ligou pedindo ajuda”.

Na época em que Mônica adotou o animal ele apresentava fraturas nas patas de frente e de trás e ficou internado por muito tempo, mais tarde foi encaminhado para UNISA onde foi feito um raio-x e constataram que o animal precisava de uma cirurgia, então foi realizado uma cirurgia ortopédica com ele por volta de setembro de 2009.

Quando começou a morar com Mônica, Joca tinha muito medo de ser agredido ou que fizessem alguma coisa com ele. “De lá pra cá minha afinidade com o cão foi crescendo a cada dia. Hoje em dia ele não aceita nenhum dono, qualquer pessoa estranha que se aproxime ele tenta morder. Ele só se sente seguro comigo”, explica Mônica.

Joca irá fazer uma segunda cirurgia no próximo mês, Mônica optou por amputar a pata do animal, em prol de salvar sua vida e ele sentir menos dor. A veterinária diz que quer dá uma condição de vida melhor para o animal, e acha que o animal ainda tem condições de viver e luta por isso a cada dia.

Hoje faz um ano e meio que Joca esta com Mônica e ela diz que não doa, não vende e que pegou um carinho muito grande pelo animal. No caso de outros animais a serem doados ela tenta sempre achar um lar, mas nem sempre é bem sucedido. “Fazer uma doação não é uma coisa simples, você precisa conhecer o animal direito, sentir uma relação com o bicho, você não pode simplesmente entrega-lo sem saber se vai ter um bom relacionamento com a outra pessoa, é como adotar uma criança” Finaliza Mônica.

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