Abandono de cães e gatos em São Paulo

Por Bruno Teodoro

Apesar de o abandono ser um crime previsto na lei, punindo com detenção de três meses a um ano e multa, cães e gatos são largados á própria sorte em parques, praças, ruas e até avenidas da capital, especialmente fêmeas grávidas e animais doentes. Segundo entidades que recebem e doam esses animais, a principal justificativa para o abandono é a falta de recurso, principalmente quando a prole vai crescer.

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Entre os rejeitados não estão somente os vira latas, e animais de cruzamento indesejado. No abrigo da Uipa, 30% dos animais recolhidos são de raça. Neste caso sobram outras justificativas, falta de tempo, mudança de emprego, casa, gravidez, morte do cuidador principal e até divórcio. A irresponsabilidade fica ainda mais clara durante férias e festas de fim de ano. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), nesses períodos aumenta consideravelmente o número de pedidos para recolher animais nas ruas.

A realidade de abandono de animais domésticos só não é pior graças às centenas de ONGs que mantêm abrigos e são responsáveis pelo maior número de castrações e adoções. A Uipa esteriliza cerca de 1.500 animais/ano e viabiliza a adoção de até 1.200. Entretanto, os protetores reconhecem que os abrigos não são locais adequados para manter animais domésticos.

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