INRI capacita e orienta na formação de jovens, adultos e terceira idade

Por Andressa Baccarin

Para os interessados em conseguir um algo mais no seu currículo ou mesmo ter uma carreira profissional, os cursos gratuitos são uma ótima oportunidade. ONGs e Instituições da grande São Paulo oferecem aulas com ótimos professores voluntários ou não, com incentivo para que você seja cada vez mais apto a entrar no tão concorrido mercado de trabalho.

Não precisa ter dinheiro para isso, apenas força de vontade e disciplina são o suficiente para se tornar um “expert” no assunto, como o caso de Dna. Aparecida. São cursos de jardinagem e paisagismo, música, oficina de boneca de pano, marketing pessoal, informática, artesanato, enfim, cursos profissionalizantes com o objetivo de capacitar esses jovens, adultos e terceira idade.

A coordenadora de projetos do Instituto Nacional de Renovação Integrado (INRI) de Artur Alvim está orgulhosa com os resultados já obtidos, como alunos que entraram no mercado de trabalho e os que montaram seu próprio negócio, depois de terem feito o curso oferecido pelo Instituto. Além disso, ela gosta de ressaltar que, todos os alunos são de baixa renda analisados por uma psicóloga e que são cursos sérios e profissionais mesmo não tendo custo “O aluno sai daqui pronto para entrar no mercado de trabalho e recebe um certificado de conclusão de curso”. Além disso, a Instituição ter parcerias com grandes empresas como o HSBC, Senac e Senai, uma forma de trazer cada vez mais recursos e incentivos para os alunos.

Essas iniciativas são fundamentais para melhorar a qualidade de ensino no Brasil. Segundo o IBGE*, o problema financeiro foi o principal motivo alegado por 25,5% dos 2,4 milhões de pessoas que se inscreveram, mas não concluíram o curso profissionalizante. Dentre as que concluíram o curso, 21,5 milhões de pessoas, 56,4% trabalhavam ou trabalharam anteriormente na área de atuação e 65,7% afirmaram que isso se deveu ao fato de o curso ter um ótimo conteúdo.

Para a analista de RH Larissa Ornelas, é fundamental o candidato fazer um curso profissionalizante e isso será um diferencial em sua entrevista “Para vagas administrativas de início de carreira, quando percebemos que o candidato “correu atrás” de cursos e formações gratuitas, sabemos que é uma pessoa que valoriza a formação, mesmo que não possua recursos para investir nisto. Hoje, por exemplo, se vamos contratar um auxiliar administrativo sem nenhuma experiência anterior, com idade em torno de 18 anos, damos preferência para os que participaram de alguns cursos como administração do tempo, postura na empresa e rotinas administrativas”. Entre os cursos profissionalizantes mais procurados nas instituições e ONGs estão o de oficina de costura, jardinagem e informática.

Outro ponto não menos importante apontado pela pesquisa é a falta de interesse. Em geral a proporção de pessoas sem interesse se aplica as mulheres. Esse não é o caso da aposentada Etelvina Pereira da Silva do INRI, que considera o curso de modelagem e bordado uma terapia, além de ser muito gratificante ter uma carreira “Eu faço porque gosto. Quero me formar para ser uma profissional, ter uma profissão definida. Para que dê certo, é importante que o aluno trace uma meta de carreira e se esforce para isso “O importante é que o candidato mostre que está evoluindo de acordo com a etapa da sua vida em que se encontra”, ressalta a analista Larissa.

*Pesquisa mais recente realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2007.
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