Projeto Bicicleta Livre continua pedalando forte

As "amarelinhas" em seu lugar de descanso

por Lucas Borba e Vivian Rocha

Andar de bicicleta é sinônimo de saúde e bem estar. É nessa linha de pensamento que a Universidade de Brasília adotou o uso da bicicleta para ensinar uma nova forma de estilo de vida. Criado em 2007, o projeto intitulado Bicicleta Livre, implantou até hoje 18 magrelas comunitárias para uma locomoção livre entre o campus. A previsão é de que até o final do ano este número ultrapasse os 50.

Iniciado a dois anos, o projeto é uma tentativa de implantação dos mesmos sistemas de locomoção que outras cidades mundo afora adotaram – Paris (Velib), Rio de Janeiro (Samba) e Amsterdam, por exemplo – tendo a bicicleta como veículo de locomoção facilitada para trajetos casa-trabalho-casa. No caso deste projeto, as bicicletas chegam por meio de doações e os pouco mais de 10 colaboradores (estudantes, funcionários e pessoas de fora da UnB) se dividem nas tarefas para readaptá-las aos formatos do projeto. Após receberem aquele famoso trato, as “amarelinhas” – cor que ganham após a revitalização – podem ser utilizadas por qualquer pessoa que estiver no campus.

Morando há dois anos no centro-oeste, o paulistano Renato Zerbinato fugiu da grande metrópole para a Capital Federal. Assim que chegou, descobriu o projeto e já abraçou a ideia. Mesmo não sendo da universidade, Renato tem sido um dos colaboradores para tocar este projeto que vem ganhando notoriedade: – “Desde que lançamos oficialmente o projeto, muita gente está nos procurando para ter mais infos e conhecer melhor o funcionamento (do projeto)… nesses emails, teve pessoas da USP e da UNICAMP que disseram estar com projetos semelhantes”. Em dois anos o projeto conquistou editais realizados internamente pela UnB, com o apoio da universidade e da reitoria. “A reitoria está nos dando apoio também, inclusive esta semana devemos ter uma reunião com o reitor para debater os datalhes do projeto e ampliar ainda mais esse apoio” comemora o jovem colaborador.

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Em projetos como esse, apoios e patrocínios são indispensáveis. Além das verbas conquistadas pelos editais (cerca de R$ 4 mil cada) e o apoio da reitoria, o projeto vem conquistando patrocínio aos poucos: – “Atualmente conseguimos um contato com uma pessoa que vende garrafinhas térmicas de aluminio e firmamos uma parceria… ele vai divulgar o logo do projeto nas garrafas e uma porcentagem das vendas vem direto pra gente”, finaliza Zerbinato.

Mesmo sem o controle de quem as usa, o projeto vem conquistando respeito de quem utiliza as tais magrelas. Chance de uma mudança de hábito na forma de agir e de pensar perante a sociedade e ao meio ambiente. E a saúde? Ela agradece.

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