As mulheres do rock em evidência

A estreia do filme The Runaways traz à tona a discussão sobre mulheres, rock e feminismo.

Cena do filme The Runaways que estréia em agosto de 2010

Agosto de 2010 traz a estréia do filme The Runaways, que conta a história de umas das bandas mais famosas do rock formada unicamente por mulheres. O longa vai mostrar as dificuldades encontradas pelas mulheres que tentavam entrar no “mundo do rock and roll” na época e como essas garotas eram vistas pela sociedade.

Apesar de suas características libertárias e poder de contestação, o Rock se firmou ao longo das décadas com peculiaridades essencialmente masculinas. Mesmo com toda a agitação social em torno da igualdade de condições entre homens e mulheres, as garotas do rock aparecem quase sempre em segundo plano.

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Por uma visão mais clichê, algumas características do universo feminino muito utilizadas no rock são os famosos cabelos longos, as roupas justas, maquiagem e brincos. Mas essas não são as únicas e nem as mais importantes contribuições das mulheres no universo da música.

De um modo geral, o rock é associado a nomes masculinos. O grande público sempre lembra de artistas como Beatles, Jimi Hendrix, Pink Floyd, Rolling Stones, Sex Pistols e Ramones, o que faz a história do rock parecer um grande clube do bolinha, onde as meninas têm que olhar de longe e não podem entrar para brincar.

Enfrentando uma sociedade machista e preconceituosa, as mulheres foram aparecendo na cena Rock’n’ roll aos poucos e, apesar de serem bem aceitas hoje, ainda são alvo de discriminação.

Quebrando Tabus

Um dos grandes nomes a quebrar esses tabus foram as musas Joan Jett e Lita Ford, que lideravam o The Runaways e a carismática Debbie Harry, comandante do Blondie.

Kirsten Stweart e Dakota Fanning representando Joan Jett e Cherie Currie, respectivamente, no filme The Runaways

As bandas traziam letras sobre a sociedade, com conteúdo crítico, derrubando o conceito de “sexo frágil”. “Oh Deus, como eu protestei! Me bateram com uma placa e machucou como uma espada. Eles me chutaram no olho e meu cérebro começou a fritar. Isto é como um filme”, diz a letra Dead End Justice, da banda The Runaways.

Aqui no Brasil, há nomes de peso como a pioneira Rita Lee, a já falecida Cássia Eller e a popular Pitty. Numa batalha ainda maior por espaço, temos diversas bandas independentes, como as paulistas do Hello Bitch e Maju e as brasilienses do Bonecas de Trapo, que além de batalhar por igualdades entre os sexos na música, têm a dura caminhada para divulgar suas ideias.

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