Mangue Beat ainda espalha lama no cenário musical

Por Janderson Angelim, Fabio Bardella e Leandro Souza.

Quase 20 anos após o lançamento do Mangue Beat, transformações no mercado da música promoveram a articulação e desenvolvimento de cenários e mercados independentes e Pernambuco despontou como um estado vanguardista na produção de arte popular e cultura pop no Brasil.

“Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! (…) O que fazer para não afundar na depressão crônica que paralisa os cidadãos? Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife”, trecho do manifesto escrito por Fred Zero Quatro no início dos anos 1990.

Jorge Du peixe - Foto por Pamella Gachido

A morte de Chico Science, o “caboclo de lança” do movimento, não parece ter alterado ou diminuído o impacto e as contribuições do Mangue para o que se entende como mercado de música pop e indie brasileira. A geração que chegou a ser apelidada de “pós mangue” pelo costumeiro método de criar estereótipos dos cadernos de cultura, demonstra que do Movimento,  pode-se aproveitar não só a autêntica e diversificada herança musical de Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, mas os frutos surgem com as portas escancaradas e olhares e ouvidos atentos por parte da mídia, festivais, produtores e o público antenado em música (e música brasileira).

Leia o 1º Manifesto Mangue, escrito por Fred Zero Quatro no início dos anos 90.

Entenda o que foi o Mangue Beat

Leia mais sobre o Mangue Beat e o impacto no cenário musical.

Lobão e Edgard Scandurra reconhecem a importãncia do Mangue Beat!
Documentários e estudos sobre o mangue se espalham pelo Mundo!
Veja também os video clipes das músicas “A cidade” e “ Manguetown!”
Você sabe o que foi o Mangue Beat? Clique aqui!!!
Siga-nos no Twitter
Veja videos do Mangue Beat no You Tube!
Acesse o Delicious sobre Mangue Beat!
Conheça a Rota do Mangue Beat.