Espro capacita jovens de baixa renda com programa de aprendizagem

Por Flavia Kawazoe Cabral  

“Nosso foco é essencialmente na educação, queremos incluir na sociedade os jovens de baixa renda, capacitando-o para ingressar no mercado de trabalho”, explica Renata Lacerda, assessora de imprensa da Espro (Associação de Ensino Social Profissionalizante). A associação, criada em 1979, é responsável pela formação profissional de 12 mil jovens de baixa renda e pessoas com deficiência e também atender às famílias destes jovens com atividades sócio-educativas. “Com isso, conseguimos conscientizar a família, que é tão influente na educação do jovem, sobre a importância do tempo investido nos cursos oferecidos. Assim, ela passa a incentivar a formação e as conquistas realizadas”, explica Renata.  

Divulgação

Sala cheia durante aula de administração

 O principal foco da Espro é o programa de aprendizagem. Com duração de dois anos, jovens de 14 a 24 anos recebem conhecimento teórico e prático, vivenciam o dia-a-dia do mercado de trabalho na área que deseja ingressar nas empresas parceiras da associação. “São cerca de 500 empresas do Brasil todo, o que garante a amplitude do projeto – tanto em questões territoriais, quanto na abrangência de carreiras profissionais”, diz Renata Lacerda. Na sede de São Paulo, localizada no Centro, são oferecidos cursos nas áreas de administração, alimentação, negócios e atendimento e gestão organizacional; além da capacitação para trabalho em bancos, hospitais, lojas, aeroportos e em empresas de seguro. Para Aloísio Meireles, instrutor da turma de aprendizes, a formação vai além da técnica. “Buscamos passar também valores éticos, explicando o que é cidadania. É uma formação cidadã”, explica. 

Thiago da Costa, participante do projeto Aprendiz Espro em São Paulo, acredita que o aprendizado que está tendo será muito importante para a formação profissional. “Aqui, aprendi a trabalhar, comecei a entender como funciona o mundo corporativo e saber como me portar e o que devo fazer dentro de uma empresa”, diz ele. O ex-aluno da Espro, Leandro Lima, entrou no projeto quanto tinha 15 anos, em 2004, hoje é funcionário de um grande banco em São Paulo. “A associação de ajudou a crescer como profissional. Proporcionou-me conhecimento técnico e, sobretudo, pessoal e presencial. Quanto eu entrei não sabia nada e tinha dúvidas sobre a hora que eu poderia ir ao banheiro, almoçar, etc; hoje noto que estou muito a frente das pessoas da minha idade na carreira profissional”, conta.

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