Diretor da CicloBR relata sobre as dificuldades e exigência dos ciclistas

Por Thainara Pereira e Ana Claudia Luiz

André Pasqualini é diretor geral do Instituto CicloBR, que nasceu em 2009. O objetivo da entidade é o fomento a mobilidade sustentável e incentivo do uso da bicicleta como meio de transporte.

Pasqualini sempre foi apaixonado por bicicleta e em entrevista as repórteres Ana Claudia Luiz e Thainara Pereira ele contou um pouco sobre essa paixão e sobre o papel que exerce como cidadão em prol do meio ambiente. Ele acredita que o uso da bicicleta deve aumentar com os anos, entretanto, aponta algumas dificuldades que os ciclistas enfrentam no dia a dia na cidade. Segue os principais pontos da entrevista.

Manifestações

Às vezes, tem alguns protestos bem humorados, como no caso do Shopping Vila Olímpia, que não havia bicicletários e uma matéria sobre isso foi publicada no site Folha.com. Os ciclistas então, se comunicaram e foram até o Shopping reivindicar um direito previsto por Lei, em que todos os estabelecimentos comerciais devem ter bicicletário. “Todo mundo entrou no Shopping gritando e fazendo a maior bagunça, dando volta. Depois todo mundo foi embora. E você passa a mensagem porque esse vídeo foi veiculado na internet nos jornais e o shopping foi lá e fez o bicicletário como manda a lei”, afirma André.

Bikefobia

André fala um pouco sobre o preconceito que existe com pessoas que utilizam a bicicleta e para isso, ele dá o nome de bikefobia. Ele conta a história de uma moça que foi proibida de entrar no seu próprio apartamento com a bicicleta. Por isso, a importância das manifestações pacíficas. “Para mostras às pessoas o quanto elas são intransigentes. Vocês estão indo contra a maré. Ao invés de fazerem a inclusão, vocês estão fazendo o oposto.”

Bicicletário nos ônibus

Nos últimos meses, a mídia informou que já existem ônibus “adaptados” para transportar bicicletas, André deu sua opinião sobre o assunto. Tudo o que for feito para evitar o uso de transporte motorizado, é bem vindo. E a iniciativa dos bicicletários também nos ônibus, é uma dessas opções, que segundo ele, já existe muito nos Estados Unidos. Essa integração é muito favorável, principalmente, para as pessoas que adotam a bicicleta como meio de transporte, não por questões ambientais ou de saúde, mas sim, por economia. “Se vc dá a opção dele ir de bicicleta e integrar com o transporte público, tanto da primeira quanto da segunda perna, é uma atitude louvável. Então, a bicicleta pode funcionar com isso.

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