A bicicleta como alternativa

Por Juliana Lima e Leidiana Barbosa

Todo dia pela manhã o estudante Bruno Favery pega a sua bicicleta e seu capacete e segue pedalando pelo trânsito de São Paulo, vai para o trabalho, para a faculdade e a noite retorna para a sua casa, sempre acompanhado pela sua bike. Faz três anos que o estudante optou pela bicicleta como meio de transporte. “Optei pela bicicleta por razões econômicas, os benefícios são a economia de dinheiro, que eventualmente eu gastaria com transporte, e ao mesmo tempo realizo uma atividade física, que é um benefício para a minha saúde”. A professora de educação física Sandra Albuquerque, diz que a prática de andar de bicicleta realmente é muito saudável. “Preveni problemas de saúde, preserva o ambiente, mantém o bem estar e a qualidade de vida”.

Bruno não esta sozinho nessa escolha, outras pessoas também encontram na bicicleta uma alternativa no trânsito de São Paulo, é o caso do farmacêutico Fernando Teixeira que há seis anos utiliza a bike para chegar até o seu trabalho, “sempre trabalhei no Itaim, e sempre vim de bicicleta, assim gasto menos e principalmente me livro do caótico trânsito”. Com isso, Fernando se orgulha de ser um ciclista. “Eu acredito estar contribuindo para uma São Paulo melhor, afinal sou um motorista a menos na rua”. O professor Wilson Ferreira acredita ter feito uma boa escolha ao utilizar a bicicleta, além de não se atrasar para chegar ao trabalho, “descobri que o carro estava cada vez mais roubando meu tempo tendo que sair cada vez mais cedo de casa. Com a bicicleta, ganhei mais tempo e chego bem humorado ao trabalho”. “Andar de bicicleta reduz o colesterol, ajuda a controlar a obesidade, emagrece, entre outros benefícios”, completa Sandra.

foto Thainara Pereira

Respeite, um carro a menos

Mesmo sendo uma boa prática a opção de usar a bicicleta como meio de transporte, os ciclistas encontram dificuldades como “buracos e má iluminação nas vias públicas está cada vez pior”, diz Wilson. Já para Fernando os motoristas são um problema, “eles não respeitam os ciclistas, nos fecham e nos xingam”. O farmacêutico, não se conforma com a falta de respeito que existi no trânsito “alguns motoristas acham que estamos passeando, mas também estamos indo trabalhar” completa o ciclista. Bruno vê muitos fatores que dificultam a vida dos ciclistas, “excesso de carros, motoristas desatentos e desrespeitosos, além dos buracos nas ruas, falta de ciclovias e principalmente a falta de suporte para bicicletas nos transportes públicos”.

São Paulo apresenta algumas ações benéficas para os ciclistas, mas “essas infra-estruturas só aparecem em finais de semana, em torno de parques”, diz Wilson que detecta o problema, “a Prefeitura e a CET ainda não reconheceram a bicicleta como meio de transporte, ainda encaram como lazer”, completa o professor. Bruno concorda com Wilson com a falta de infra estrutura de São Paulo em relação aos ciclistas, “eles construíram ciclovias, o que é legal, mas são poucas e algumas delas são para uso nos fins de semana, o que não ajuda muito para quem utiliza a bicicleta diariamente”. “Assumir a bicicleta como meio de transporte. Mudar a filosofia de transporte “acalmando” o trânsito. Isso somente é possível não pensando na bicicleta de forma isolada, mas integrada à melhoria dos transportes públicos”, sugeri Wilson como melhoria ao trânsito de São Paulo.

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1 comment for “A bicicleta como alternativa

  1. AlunosPossendoro
    25 de maio de 2010 at 23:35

    Ótima reportagem!
    Parabéns!!!

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